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08 Jun

Quando a morte separa os filhos, dos pais

 

Ao ler todos os vossos comentários – como faço sempre – algo me fez clicar numa determinada fotografia e ir parar a um perfil pessoal de Facebook: refiro-me à Carolina C., que desejava uma boa semana para mim e todos os meus, mas expressava a sua tristeza por ter perdido a sua filha.

Li, de imediato, todos os posts – sob a forma de texto ou imagem – que a Carolina publicou sobre a sua filha e não consegui evitar umas lágrimas no meu rosto… Não sei explicar porque razão cliquei na foto desta mãe em sofrimento, mas sei que uma mãe que  ama assim, é com certeza amada a dobrar por essa filha. Há uns anos atrás na minha canção “Cada vez que um filho nasce” disse

 

“No dia em que tu nasceste

houve festa lá no céu

até os anjos festejaram

e em voz alta anunciaram:

Mais um anjinho nasceu!”

 

Carolina, a sua filha regressou cedo demais ao seu lugar inicial, é certo… Mas ela certamente quer que a Carolina volte a ser feliz como quando vivia na sua presença. Permita-me que eu conclua com a seguinte mensagem:

 

“Se a saudade a fizer chorar, olhe para o céu e esboce um belo sorriso, 

porque no meio das estrelas, existe alguém que estará sempre consigo”

 

O mesmo se aplica a todos os pais e mães que passam por esta situação dolorosa. Para todos, fica um grande abraço solidário e o acreditar que o desejo dos vossos amados é:

 

“Tentem por favor, ser felizes!”

 

Até à próxima quarta!

 

– Nascemos para ser felizes –

Emanuel

 

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( 6 )
  • Maria JOÃO

    Não há palavras para descrever a dor dessa mãe sinto muito pois eu tenho dois e eles sao o ar que eu respiro sao tudo para mim amos muito. Uma boa semana para todos

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    • Emanuel

      Não é certamente uma situação fácil… É até muito injusta… Os filhos são de facto o ar que respiramos… Um beijinho Maria João, e obrigado pela sua presença!

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  • Ricardo Lopes

    A dor da despedida

    Se há coisa que não concordo em alguns ciclos da vida, tem muito a ver com esse tipo de contranatura. Uma Mãe/Pai assistir ao nascimento e também à despedida em definitivo de um filho, não compreendo. Num entanto, quem escreve os nossos destinos saberá porque o faz.

    Mas a dor da despedida é muito dificil de ultrapassar,
    Além da partida dos anjinhos muito precoce, mal li o tema de hoje, lembrei-me também dos anjos que nos deixam: Os nossos Avós, Tios e outras pessoas que nos são queridas.

    Meu anjo espera por mim. Música do álbum de 2002. Uma letra que fala de um velhinho que ficou triste e só porque perdeu a sua companheira.

    Em que no refrão diz:

    “Meu amor espera por mim, tu morreste e eu morri. Não suporto a tua ausência nada mais eu faço aqui…”

    Refere bem a dor de ter perdido alguém tão importante na vida desse velhinho.

    Emanuel, a sua sensibilidade em relação ao seu próximo é de enaltecer. Esta música, fez-me muitas vezes pensar na vida. E como por vezes, não se dá valor as coisas simples, como termos um beijo, um sorriso, um abraço de quem muito nos diz ao coração.

    E enquanto, houver amanhecer, eu irei sempre dizer … Sim à vida.

    Um abraço

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    • Emanuel

      A dor – isolando essa simples palavra – é sinónimo de inúmeras coisas que nem são boas de se pensar/sentir. Juntando à dor, a perda, e em particular de um filho, é uma grande injustiça. Nem eu, nem o Ricardo concordamos com esse ciclo de vida, mas é isso mesmo: um ciclo contranatura.
      O Ricardo refere uma coisa importante, e que é uma grande verdade: “por vezes, não se dá valor as coisas simples, como termos um beijo, um sorriso, um abraço de quem muito nos diz ao coração”. O que posso retirar daí, é que não devemos perder tempo em amar quem nos ama e todos os segundos são preciosos!
      Saltando a tristeza, fico muito feliz por ler que o Ricardo se lembra de temas de álbuns antigos! Sinto-me lisonjeado por perceber que é um seguidor atento e preocupado com aquilo que faço! Muito obrigado por isso e um grande abraço!

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  • Fátima Rôlo

    A palavra “morte” é uma palavra que transmite dor, sofrimento, angústia, depressão, quando perdemos um ente querido ou alguém que nos é querido, somos acometidos destes sentimentos , mas se entendermos que quando uma pessoa parte , ela deixa apenas o corpo físico e regressa a casa em espírito e fica olhando por aqueles que deixaram neste plano terreno, ficaríamos mais “aliviados” por saber que estão sempre presentes….mas fica sempre a saudade, as partilhas, os bons momentos, as alegrias,etc que continuam a aflorar na nossa mente…sim é o vazio!
    E se conseguirmos ter esta perceção e em vez de chorar, isolar, deprimir…se olharmos para o Céu e agradecer com alegria e muito amor a vida será mais fácil para os que ficam e para os que partiram…FÉ e AMOR tudo curam…
    Muito mais haveria por dizer….até quarta e boa semana para todos!!!

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    • Emanuel

      Querida Fátima, tens toda a razão naquilo que dizes. De facto, a palavra morte é sinónimo de coisas más e que nos são estranhas.
      Cabe a nós, conseguir – ou pelo menos tentar – canalizar isso tudo para um sítio bem longe de nós e “transformar” as nossas memórias em sentimentos de ternura, saudade e amor. Um grande beijinho e obrigado pela tua presença! Boa semana :)

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